segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Enfim, o fim

Correr contra o tempo é de praxe para quem está prestes a concluir uma graduação

Superar a graduação, no desenvolvimento de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs) não é tarefa fácil. Tempo escasso, altos níveis de cobrança e estresse são alguns dos obstáculos que alunos do último período de qualquer faculdade precisam enfrentar para obter o tão sonhado diploma de formação. É na reta final para a conclusão do curso que os formandos vivenciam na prática a corrida contra o tempo, os prazos inadiáveis, além do desafio de serem avaliados pela banca em seus trabalhos finais. No curso de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá – BH (Fes-BH), no segundo semestre de 2009, não foi diferente.
Em dezembro deste ano, dezenas de alunos enfrentaram comissões de mestres que, atentos, avaliaram trabalhos de diferentes enfoques. Monografias, documentários e projetos de periódicos, compuseram o mix diversificado de TCCs de estudantes do 8º período. Todos, objetivando demonstrar, na prática, aptidão no que escolheram como profissão.

O tempo como desafio
Sob o título "Dídimo Paiva em Fractais: Fragmentos de uma história de 1964 a 1985”, a aluna Elisandra Amâncio (foto) contou a trajetória do jornalista mineiro. Elis, como é conhecida pelos colegas, que chegou a pensar em trancar sua matrícula, foi aprovada, com nota máxima (100 pontos), após meses de muita dedicação. “Em meados de outubro cheguei a pensar em trancar o período e voltar no próximo semestre. Não desisti porque Deus não permitiu e meu orientador, o professor Gilvan Ferreira, me apoiou bastante”, conta. Para a estudante, o principal desafio foi o tempo. “É difícil fazer, em tão pouco tempo, uma pesquisa teórica aprofundada e também desenvolver a parte prática. No meu caso, a maioria dos meu entrevistados eram mais idosos, o que acabou exigindo um ‘jogo de cintura’ maior para entrevistá-los”, desabafa. Conciliar a pesquisa com outras atividades também foi um obstáculo para Elisandra, que contou com apoio de sua família. “Minha mãe foi a pessoa que mais me apoiou nesse processo, cuidou de minha filha com amor e carinho, para me deixar livre para desenvolver o meu projeto. Ainda enfrentei o desafio de fazer um estágio, além do trabalho em uma assessoria de imprensa. Tive problemas com frequência nas aulas, na faculdade, por ter estado ausente para realizar atividades profissionais”, aponta.


Mas, apesar dos percalços, Elis se diz satisfeita com o trabalho e tem projetos futuros. Ao ser avaliada pela banca, a aluna recebeu sugestões da mesma para a continuidade de sua pesquisa. “O trabalho foi bastante elogiado pela banca, e como eu mesma o apresentei, continuarei essa pesquisa após o período acadêmico, que provavelmente será transformado em livro em 2010. Como a própria banca me disse, poderá ser tese de mestrado e doutorado porque o tema é extenso e bem interessante. Há muito ainda para ser explorado. Seria impossível esgotar minha pesquisa em um ano” conclui satisfeita.

Dedicação exclusiva
O também aluno do 8º período de jornalismo, Cirdes Lopes (abaixo, assista à entrevista), optou por outro caminho. Matriculado em nove disciplinas no último semestre, Cirdes decidiu deixar o TCC para 2010. Para ele, o trabalho de conclusão de curso exigiria mais tempo do que ele poderia doar nos seis meses restantes do curso de jornalismo. “O meu objetivo é dominar o assunto que escolhi, e pelo fato de estar cursando muitas disciplinas, não encontrei tempo hábil para tanto”, explica. Cirdes, matriculado regularmente no turno da noite, cursou duas disciplinas no turno da manhã, além de frequentar uma matéria no curso de História da Fes-BH.

Seu tema, Comunicação popular, é, além de objeto de estudo para conclusão do curso de jornalismo, sua meta de pesquisa para um futuro mestrado. “Meu objetivo é obter nota 100 no ano que vem, tendo em vista o desdobramento da minha pesquisa em um projeto mais aprofundado, strictu sensu”, relata.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Mais do que cozinheiros



Para professor, curso de Gastronomia da Fes-Bh, prepara também para gestão de negócios


O curso de Gastronomia da Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte (Fes-Bh) é sempre citado como referência para quem quer, além de aprimorar seus dotes culinários, ser um gestor no ramo gastronômico. Aberto em 2004, é o único do estado de Minas Gerais a graduar em nível superior, na área. Além disso, conta com estruturas física e curricular de deixar com água na boca qualquer aspirante a adentrar profissionalmente os arredores de uma boa mesa.

Para o professor de cozinha francesa e eventos sociais, Laurent Pous, a graduação de Gastronomia é muito mais do que um curso de cozinheiro. Além de destacar o amplo espaço físico oferecido pela faculdade, Laurent, aponta para a grade curricular, que segundo ele é única em Minas Gerais.

Segundo o professor, o curso oferece ao aluno um amplo leque em bases administrativas, com noções de marketing, para que ali a pessoa possa, além de saber cozinhar, gerenciar um negócio.

Localizado em frente à Casa de Cultura, na Fes-Bh, o espaço físico conta com uma cozinha principal com dez bancadas, salas para prática de confeitaria e patissaria, sala de degustação, além de um espaço para aulas teóricas.

Abaixo, assista a entrevista com Laurent

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

É preciso reavaliar

Professores criticam Enade e dizem que método não pode ser encarado como retrato da realidade
O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) se propõe a avaliar o rendimento dos alunos do ensino superior brasileiro em relação aos conteúdos oferecidos em sala, bem como suas habilidades e aproveitamento. Mas questionados sobre a eficácia da ferramenta avaliativa, alguns professores universitários apontaram falhas e levantaram questionamentos.

Para Gilvan Araújo, professor do curso de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá – BH (Fes-bh), a prova, apesar de bem elaborada, não pode ser tida como a melhor maneira de avaliar o ensino de terceiro grau. “Não podemos ver o Enade como única e melhor forma de avaliação de conhecimento do estudante. Percebo que a vivência, a experiência e a troca na própria sala de aula, adquiridas durante o curso também deveriam ser levadas em conta de alguma forma”, aponta. O professor destaca também que uma prova, por ser algo rígido e pragmático, não é suficiente para retratar uma realidade como verdade absoluta.

Outra crítica apontada em relação ao Enade é em relação ao próprio sistema educacional brasileiro. Evaldo Magalhães, também professor do curso de jornalismo da Fes-Bh, diz que há exageros por parte do Ministério da Educação. "Os estudantes já vêm para o ensino superior despreparados. É cobrado dos alunos algo que eles não podem dar devido à própria ineficácia dos ensinos básico e médio", denuncia. O professor questiona ainda a abundância de faculdades abertas Brasil afora, incentivadas pelo governo e que hoje encontram-se sucateadas. "O ensino superior se transformou em uma espécie de roda da fortuna para a iniciativa privada", critica.

domingo, 4 de outubro de 2009

Fim da linha?


Para o quase jornalista, Cirdes Lopes, a graduação deve, sobretudo, despertar consciências

O aluno do oitavo período do curso de jornalismo, Cirdes Lopes, de 24 anos, tem se debruçado nos últimos meses ao estudo da comunicação popular. Intitulado “Comunicação Popular: Análise jornalística do programa Rede Jovem de Cidadania (2002 – 2008)”, seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) tem o objetivo de analisar o produto de comunicação que, segundo ele, se encaixa nos moldes da comunicação comunitária. Cirdes conta que sempre se interessou pelo tema, e ao ter contato com os textos de Teorias do Jornalismo, de Felipe Pena, teve certeza do que seria seu trabalho.

“Meu objetivo é trazer à tona a importância de tais formas de se comunicar, tão importantes para a democratização da comunicação, muito citada hoje em dia”, observa.

Mudança de planos

Ao entrar na faculdade em 2006, Cirdes pensava seguir o curso de Publicidade, mas mudou de ideia logo no início da graduação. “Quero, com o curso de jornalismo, poder lutar por uma causa justa, ir, por exemplo, para campos de refugiados e poder ser útil. Talvez, na publicidade, seria só mais um megafone para o capitalismo, mas não quero ser um ‘anunciou, vendeu’, simplesmente”, pontua. Para o estudante, a faculdade deve ser um lugar de transformação de si mesmo e da sociedade. Segundo ele, as universidades deveriam investir mais na prestação de serviços comunitários, utilizando os próprios alunos em seus projetos.

Dentro desta perspectiva, o aluno acredita que as pesquisas que vem desenvolvendo para a conclusão de seu trabalho final, contribuem para sua formação não apenas acadêmica, mas humana. “O projeto tem me feito olhar para mim mesmo, ao me deparar com tantos conceitos. Tenho certeza de que depois de tudo, sairei da faculdade uma pessoa melhor”, finaliza.

A menos de três meses do término do curso e da entrega de sua monografia, Cirdes diz estar ansioso, mas certo de que fez o melhor que pôde o seu dever de casa.

Clique e acesse o blog de Cirdes

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

SANTA GUERRA PELA AUDIÊNCIA: QUEM DÁ MAIS IBOPE?


Não é de hoje que os estúdios de TV das emissoras Globo e Record transformaram-se em verdadeiras arenas para espetaculosas demonstrações de quem desfere o maior número de golpes na audiência adversária. Desde os tempos do ainda incipiente (mas já preocupante do ponto de vista global) início da nova era da Record, quando passou às mãos de certa liderança religiosa, que criticava sem receios a soberania do Sr. Marinho. Desde então, pontapés de um lado, bofetadas do outro; megareportagens ou sequências de infinitos dez minutos em telejornais não foram poupados: a disputa se acirrou.

Seguindo a mesma lógica, o último round (pelo menos até o momento) da luta não trilhou caminho diferente. Diante de denúncias feitas pelo Ministério Público Estadual de São Paulo, contra o bispo Edir Macedo, chefe da Universal, em 12/8/2009, a Rede Record utilizou 12 minutos do Jornal da Record para não apenas combater as críticas e defender Macedo, mas para atacar a adversária global. Por sua vez, a Rede Globo rebateu às acusações trazendo à memória do público fatos ocorridos ainda no início da “guerra” entre as emissoras. Como a exibição de um vídeo que mostra o bispo Macedo ensinando “técnicas” para pregações sobre dízimos e ofertas.

Sem qualidade

Para a estudante Natasha Campos, o jornalismo perdeu a qualidade. “Estão deixando de primar pela seriedade e pelo compromisso que deveriam ter com a informação. Ficam muito tempo em ataques e contra-ataques que não esclarecem nada”, aponta. Natasha diz ainda que tudo não passa de mera disputa de audiência num cenário em que o telespectador é tratado como ser secundário.
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