Correr contra o tempo é de praxe para quem está prestes a concluir uma graduação Superar a graduação, no desenvolvimento de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs) não é tarefa fácil. Tempo escasso, altos níveis de cobrança e estresse são alguns dos obstáculos que alunos do último período de qualquer faculdade precisam enfrentar para obter o tão sonhado diploma de formação. É na reta final para a conclusão do curso que os formandos vivenciam na prática a corrida contra o tempo, os prazos inadiáveis, além do desafio de serem avaliados pela banca em seus trabalhos finais. No curso de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá – BH (Fes-BH), no segundo semestre de 2009, não foi diferente.
Em dezembro deste ano, dezenas de alunos enfrentaram comissões de mestres que, atentos, avaliaram trabalhos de diferentes enfoques. Monografias, documentários e projetos de periódicos, compuseram o mix diversificado de TCCs de estudantes do 8º período. Todos, objetivando demonstrar, na prática, aptidão no que escolheram como profissão.
O tempo como desafio
Sob o título "Dídimo Paiva em Fractais: Fragmentos de uma história de 1964 a 1985”, a aluna Elisandra Amâncio (foto) contou a trajetória do jornalista mineiro. Elis, como é conhecida pelos colegas, que chegou a pensar em trancar sua matrícula, foi aprovada, com nota máxima (100 pontos), após meses de muita dedicação. “Em meados de outubro cheguei a pensar em trancar o período e voltar no próximo semestre. Não desisti porque Deus não permitiu e meu orientador, o professor Gilvan Ferreira, me apoiou bastante”, conta. Para a estudante, o principal desafio foi o tempo. “É difícil fazer, em tão pouco tempo, uma pesquisa teórica aprofundada e também desenvolver a parte prática. No meu caso, a maioria dos meu entrevistados eram mais idosos, o que acabou exigindo um ‘jogo de cintura’ maior para entrevistá-los”, desabafa. Conciliar a pesquisa com outras atividades também foi um obstáculo para Elisandra, que contou com apoio de sua família. “Minha mãe foi a pessoa que mais me apoiou nesse processo, cuidou de minha filha com amor e carinho, para me deixar livre para desenvolver o meu projeto. Ainda enfrentei o desafio de fazer um estágio, além do trabalho em uma assessoria de imprensa. Tive problemas com frequência nas aulas, na faculdade, por ter estado ausente para realizar atividades profissionais”, aponta.
Mas, apesar dos percalços, Elis se diz satisfeita com o trabalho e tem projetos futuros. Ao ser avaliada pela banca, a aluna recebeu sugestões da mesma para a continuidade de sua pesquisa. “O trabalho foi bastante elogiado pela banca, e como eu mesma o apresentei, continuarei essa pesquisa após o período acadêmico, que provavelmente será transformado em livro em 2010. Como a própria banca me disse, poderá ser tese de mestrado e doutorado porque o tema é extenso e bem interessante. Há muito ainda para ser explorado. Seria impossível esgotar minha pesquisa em um ano” conclui satisfeita.
Dedicação exclusiva
O também aluno do 8º período de jornalismo, Cirdes Lopes (abaixo, assista à entrevista), optou por outro caminho. Matriculado em nove disciplinas no último semestre, Cirdes decidiu deixar o TCC para 2010. Para ele, o trabalho de conclusão de curso exigiria mais tempo do que ele poderia doar nos seis meses restantes do curso de jornalismo. “O meu objetivo é dominar o assunto que escolhi, e pelo fato de estar cursando muitas disciplinas, não encontrei tempo hábil para tanto”, explica. Cirdes, matriculado regularmente no turno da noite, cursou duas disciplinas no turno da manhã, além de frequentar uma matéria no curso de História da Fes-BH.
Seu tema, Comunicação popular, é, além de objeto de estudo para conclusão do curso de jornalismo, sua meta de pesquisa para um futuro mestrado. “Meu objetivo é obter nota 100 no ano que vem, tendo em vista o desdobramento da minha pesquisa em um projeto mais aprofundado, strictu sensu”, relata.
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